terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Enfim, fim


Fins e re-começos.

Como tudo na vida, uma coisa não se complementa sem a outra. Não quero aqui bailar com o clichê e falar que a vida não se complementa sem a morte, o branco com o preto, o Vasco com o Flamengo, não. Não quero ter que dizer que para que exista um recomeço, deve haver um fim. Na verdade, estou tentando não ter que dizer isso, mas pelo visto, fracassarei.

Linhas não há suficientes para descrever o fim. Os motivos que desaguaram na dolorosa separação . Os pormenores que se transformaram em “pormaiores”, as entrelinhas que, de tanto serem ditas, acabaram como linhas inteiras. Enfim, a repetição do que nunca deveria ser dito e feito, culminando no que, infelizmente, deveremos chamar de Fim. Enfim, fim.

Partamos do seguinte pressuposto: Fins existem e aqui e agora, já, nesse exato e exatas, momento e palavras, respectivamente, falo de um.

Foi amor enquanto durou. Legal mesmo seria se fosse amor exatamente enquanto durasse e que, no término, na hora em que chegasse esse tão temido e falado fim, o amor com ele se fosse de mãos dadas feliz e agradecido. Mas como – e isso é uma bosta!- as coisas não podem ser assim, tão simples, o amor fica um pouco mais, nos fazendo uma dolorosa companhia.

Pois é, o fim chega incomplacente, destemido e cheio de vontades. Expulsa, de uma só vez o começo e o durante de uma linda história, ficando de braços e abraços com o gostinho de quero mais e com o que sobrou do amor, martelando a mente, o espírito, a paz e principalmente, o coração.

Agora, antes de prosseguir, quero solicitar um delicado e singelo pedido aos senhores, anjos, demônios, espíritos de luz, deuses, pagãos ou não, ou seja lá como se chamem, os responsáveis pelos sentimentos humanos.

Quero, e aqui falo em nome de toda a humanidade que ama, chora, sente, e etecetera e tal, pedir encarecidamente isso:

Senhores, vivemos em constante evolução, assim vem sendo a humanidade, apesar de lentamente, ela vai evoluindo em busca da perfeição, ou pelo menos, por ser ela inatingível, chegar o mais perto possível. Vamos então evoluir as relações sentimentais que nos envolve.
Peço um upgrade nos sentimentos.
Que fique assim: quando o fim chegar, que o amor acabe. Assim, não ficaremos aqui sofrendo barbaridades e angústias intermináveis. Que estejamos prontos para um novo amor, de portas abertas para um novo rio de sentimentos e assim, possamos realmente ser felizes. Quem precisa sofrer?