sábado, 22 de janeiro de 2011

Deixa a arte pulsar...

Deixa a arte pulsar...

Deixa a arte pulsar, ela é assim mesmo. Te pega de sopetão, desprevenido e, quando você menos espera, está inspirado e criando. Seja lá o que for.
Acho que é questão de um talento inato e inerente a cada um desses quase maravilhosos seres humanos que habitam de maneira pouco ortodoxa e um tanto desajeitada esse mundão que apelidaram carinhosamente de Terra.
Então, uns sentam-se em suas camas desarrumadas, na solidão de seus quartos, com um violão nas mãos e deslizando os dedos pelas cordas montam os acordes de maneira a encantar ao cantar suas novas canções. Outros em seus computadores ou em antigas máquinas de datilografar, para os mais saudosistas, põem-se a criar fantasiosas histórias, dramas do dia a dia ou épicos de anos dourados da passagem humana pela vida. Há também os que se ocupam pintando quadros com imagens surreais ou não e os que se distraem com a arte inanimada, descolorida e simpática ao obscuro lado escuro da lua.
De uma maneira ou de outra, eles estão ali simplesmente criando a arte que vai enfeitar o mundo pelos próximos anos. Algumas dessas criações irão se perder no tempo, serão esquecidas nos corredores da humanidade ou nos quartos sujos da vida. Outras podem até ser vistas por um numero significativo de amantes e apreciadores do seu estilo artístico, mas serão substituídas pelas inovações tecnológicas que o progresso trará, inevitavelmente. Algumas, e essas sem nenhuma convincente explicação, vão se perpetuar no tempo e se tornarão ícones de um tempo e de uma geração. Seus autores serão elevados a categorias de gênios ou deuses e essas mesmas obras, que hoje estão a ser criadas, custarão exorbitantes quantias do vil metal que move e impulsiona o moinho da economia mundial, como se a arte tivesse algum preço..
Tudo culpa da inspiração que, na verdade minha gente, é quem move o mundo. É o combustível da arte que sacode multidões de espectadores, que buscam matar sua sede de cores ou sua fome de palavras, que com seus desejos entorpecidos pela inebriante sensação que só a arte pode causar no ser humano, abraçam o mundo e correm em direção ao desconhecido sem o temor de se depararem com o real.
Não, o real não! O real está desenhado em tons cinzas e eles querem as cores. O vermelho da paixão, a luz do dia de sol e da aurora dos novos tempos. A trilha sonora de suas vidas embalam o universo de paixões e os acordes tocam e descrevem historias ainda não escritas, ainda não narradas e ainda não vividas. Tudo são cores e tudo pulsa. A excitação e falta de ar é adrenalina pura nessa historia que, apesar de ainda não ter final, sabe-se que vai ser um final feliz. Certeza!
E de qualquer forma, agora, tudo que eles querem são reticências, no lugar dos pontos finais...